LIVRE: EXEMPLOS EM ABERTO. LEIA PARA VER DE QUE TRATA O SERVIÇO

      ANÁLISES SEMANAIS


      24-11-1998. Análise da semana de 16 a 22 de Novembro de 1998 do Serviço Analítico-informativo da REDE BASCA VERMELHA

      O JUIZ GARZON, AUTOR DO FASCISTA FECHAMENTO DO JORNAL EGIN, BOICOTA O PROCESSO DE PAZ. a direita espanhol (abc) ameaça com a guerra a euskal herria embora (e porque) a maioria dos espanhóis queiram a paz. EH/HB acreditou a voz dos presos no Parlamento de Gasteiz.


      O juiz espanhol Baltasar Garzon acaba de dar umha outra prova da sua condiçom de juiz fascista espanhol.

      O juiz espanhol Baltasar Garzon age na Audiência Nacional. A Audiência Nacional é a continuaçom do sinistro Tribunal de Ordem Pública do ditador Franco. A Audiência Nacional é dessarte exemplo eminente da metamorfose nazifascista espanhola.

      O juiz Baltasar Garzon é um exemplo vivo da grotesca e obscena natureza bifronte da pseudodemocracia espanhola. O juiz Baltasar Garzon persegue justamente o genocida e torturador Augusto Pinochet. Mas é também o juiz que protegeu o torturador chefe dos condenados polo "esquadrom da morte" GAL. Felipe González.

      O juiz Baltasar Garzon é o justo perseguidor de Pinochet. Mas é também um fascista espanhol que ampara os polícias e guardas civis que torturam bascas e bascos. Que nom age contra aqueles torturadores que os torturados denunciam perante ele próprio na sede judiciária. Dous dos membros da REDE BASCA VERMELHA vivêrom essa tripla feroz experiência: a de serem torturados, a de o denunciarem ao juiz Garzon e a de que o juiz Garzon nom faga nada contra os torturadores denunciados.

      O juiz Baltasar Garzon é também um fascista espanhol autor do primeiro fechamento fascista do jornal EGIN e de EGIN IRRATIA. Do primeiro fechamento desde 1945 de um jornal num país da Europa que di ser umha democracia.

      O juiz Baltasar Garzon foi naquela altura o instrumento do Governo espanhol. Cujo presidente presumiu impudicamente de ter sido o seu Governo quem SE ATREVEU A FECHAR EGIN. O ministor do Interior Mayor Oreja agiu como insólito porta-voz do juiz Garzon, explicando o fechamento.

      Na passada Sexta-feira 20, o juiz Baltasar Garzon ditou um outro dos seus romancescos e fantasiosos autos. E ao fazê-lo, agiu mais umha vez como um fascista. E deu um salto repressivo-político contra o independentismo basco. Retornando à época da ditadura de Franco, recuperou a tradiçom do sinistro Tribunal de Ordem Pública. E, pola primeira vez na pseudodemocracia espanhol postfranquista, ilegalizou umha formaçom política (KAS) mediante um auto judiciário.

      Voltou a funcionar o tandem juiz/Ministro. O tandem Baltasar Garzon/Jaime Mayor Oreja. O Ministro do Interior aplaudiu a declaraçom por Garzom da ilicitude de KAS (Koordenadora Abertzale Sozialista). Proclamou que é umha "prova de que o Estado de Direito nom está em cessar-fogo".

      Herri Batasuna acusou no Sábado esse tandem de "torpedear" qualquer avanço na situaçom política actual, onde a ilusom e a esperança é partilhada pola imensa maioria deste país". HB Acrescentou que os avanços na soluçom democrática do conflito Espanha/Euskal Herria, tais como o Acordo Lizarra-Garazi som vistos "com verdadeiro pavor desde as entranhas do Governo de Madrid, que opta, mais umha vez, por agir segundo as pautas que historicamente formulou para Euskal Herria com toda a sua crueza: repressom e aniquilamento".

      Herri Batasuna denunciou a contradiçom desse auto antiKAS do fascista juiz Baltasar Garzom com a sua perseguiçom do fascista Pinochet. É, dixo HB, "umha grande irresponsabilidade jurídica e política de aqueles que dim agir contra o ditador Pinochet e usam os seus mesmos métodos. Com a pretensom de criarem campos de concentraçom para a disidência política de Euskal Herria. Criminalizando milhares de pessoas. Fechando meios de comunicaçom, coarctando a liberdade de expressom até níveis ínfimos, formulando para Euskal Herria umha saída com base em acelerar o dispositivo jurídico-policial contra o que denominam "tramaçom do MLNB"


      O ABC ameaça com a Guerra de Secessom ante umha maioria de Bascos e espanhóis que querem a paz
      No Domingo 22 e a Segunda-feira 23 em que escrevo estas linha ABC publicou com grandes alardes um inquérito sobre o conflito Espanha/Euskal Herria. O inquérito, realizado por ECOCONSULTING, merece muitos reparos técnicos. É telefónica, com as dúvidas de representatividade que isso implica. A mostra, mil entrevistas, inclui umha submostra insuficiente de apenas 300 na Comunidade Autónoma Basca. A redacçom das perguntas é discutível. Etc.

      Apesar desses reparos acontece que os resultados resultam insuportáveis para a direita espanhola que ABC encarna. Vinco alguns desses resultados INSUPORTÁVEIS:

      • 75% dos espanhóis e 93% dos bascos da CAB aceitam a negociaçom após o cessar-fogo de ETA.

      • 76% dos espanhóis di que o Governo teria que fazer concessons a ETA. 8% di que TODO o que pede ETA 12% que MUITO e 56% que ALGO. Entre os vascongados da CAB essas percentagens sobem até 86%: TUDO 4%, MUITO 20% e ALGO 62%.

      • 58% dos espanhóis e 87% dos bascos da CAB aceitam que os presos de ETA sejam transferidos a cárceres do País Basco.

      • 60% dos espanhóis e 83% dos bascos da CAB estariam dispostos a reformar a Constituiçom se com isso atingisse a paz definitiva.

      • 65% dos bascos da CAB está a favor do Direito de Autodeterminaçom. Face a só 36% dos espanhóis que somam um 58% de contrários.

      Esses dados CONTRADIM A POLÍTICA QUE ESTÁ LEVANDO A CABO O GOVERNO ESPANHOL. Com certeza contradim o fascista Juiz Garzon e o nom menos fascista Ministro do interior Mayor Oreja.

      Mas o significativo é que, frenético perante os dados, o jornal ABC ameaça no seu editorial Euskal Herria com umha Guerra de Secessom como aquela com que Estados Unidos aplastou a tentativa dos Estados do sul de serem independentes.


      EH/HB acreditou a voz dos presos no Parlamento de Gasteiz
      José António Urrutikoetxea acreditou na passada Quinta-feira 19 a sua condiçom de parlamentário no Parlamento de Gasteiz. É conhecido na imprensa espanhola por "Josu Ternera". E essa imprensa magnificou a sua passada condiçom de ex "nº2" (alguns "subírom-no até o "nº 1") de ETA. Os votos bascos a Herri Batasuna, através da coligaçom eleitoral Euskal Herritarrok, levárom com Josu a voz dos presos ao Parlamento. E Josu advertiu: "exigimos que o PP cumpra a sua lei, no traga a Euskal Herria".

      E perguntou se o Governo espanhol "está disposto a respeitar a decisom do povo basco".

      Eis o problema

      Justo de la Cueva


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